E S P E T Á C U L O S

• EINSTEIN
• DA VINCI Pintando o Sete
• COPENHAGEN
• PERDIDA Uma Comédia Quântica
• QUEBRANDO CÓDIGOS
• E AGORA SR. FEYNMAN?
• 20 MIL LÉGUAS SUBMARINAS, Ufa!
• A DANÇA DO UNIVERSO
• OXIGÊNIO
• AFTER DARWIN
• A CULPA É DA CIÊNCIA?
• REBIMBOCA & PARAFUSETA
• BIG BANG BOOM
• CRIANÇAS DA NOITE
• CANTINA DO LUCA
• NO MUNDO DE ARTHUR
• MATÉRIA OBSCURA
• INSUBMISSAS Mulheres na Ciência
• PROMETEU DESPEDAÇADO

H I S T Ó R I A

Foi criado em 1998 por Carlos Palma e Adriana Carui que somaram-se aos novos integrantes e, em 2001, o grupo se consolidou junto a Cooperativa Paulista de Teatro. O núcleo Arte Ciência no Palco, ou ACP para os mais próximos, é uma companhia teatral brasileira que escolheu dedicar-se ao fazer teatral pensando no homem e na sociedade com a lente da ciência. Pensar e “sentir” os conflitos éticos da ciência através do teatro, com sua imensa capacidade de envolver, emocionar e provocar. Utilizar-se da arte para despertar o público para as responsabilidades e conseqüências dos avanços da ciência, pode ser uma consequência muito produtiva.

A ideia surgiu de “Einstein” assistido no Chile em 1995. “A peça nos despertou não só para a beleza conceitual que acompanha cada descoberta, mas para a possibilidade de investigar as angústias e os aflitivos dramas dos que pensam e praticam a ciência. Descobrimos que o teatro nos possibilita pensar a ciência em uma dimensão nova do ser humano na percepção do mundo, e quando, repetidamente dizemos que a ciência não é só dos cientistas, queremos lembrar das responsabilidades de cada um diante dos rumos que o conhecimento científico pode gerar em nossa civilização. A evolução tecnológica é de todos nós pois impacta nossos sentidos. Compreender seus princípios é fundamental para uma perfeita harmonia entre o indivíduo, a sociedade e a imensidão do universo”.

Nos mais de 17 anos, o núcleo ACP criou um repertório com 19 espetáculos. Reconhecido pelo público e pela crítica especializada, traz no histórico desses espetáculos a seleção ao “Funarte Cidades”, ao Mês Teatral da Prefeitura de São Paulo, recebeu o Prêmio Mambembe melhor ator, o Prêmio Qualidade Brasil de melhor espetáculo e indicação a melhor ator, três indicações em ao Prêmio Shell de melhor diretor, melhor iluminação e melhor cenário, três indicações para o Prêmio Coca-Cola/Femsa, foi contemplado duas vezes com o Prêmio Estímulo Flávio Rangel do Governo de São Paulo e outras duas vezes com o Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Durante a trajetória da companhia, com 18 anos em 2017, sem nenhuma habilitação formal para tecer teses nem propor teorias, estivemos ao lado dos que, certamente, formularam questões e ajudaram a construir uma estrutura científico-filosófica de inquestionável beleza e audácia – começou com Einstein, passou por Niels Bohr, Heisenberg, Darwin, Lavoisier, Richard Feynman, Alan Turing, Marie Curie, Rosalind Franklin, Berta Lutz, Hipácia de Alexandria; resvalando em Mario Schenberg, Galileu e Newton.

A aproximação com os professores se deu desde o inicio do grupo. Os espetáculos do repertório servem em boa medida para motivar, despertar interesses, contextualizar historicamente os fatos narrados, colaborando na didática, mas acima de tudo pela sua própria essência artística, revelar o humano presente no ato desvendatório da natureza.
Recebemos um público alinhado com as transformações da sociedade, com sua atenção voltada às responsabilidades sociais e humanas de nosso tempo, nossa platéia interessantíssima e diversa também formou-se intimamente ligada a categoria dos professores e educadores. Dos Prometeus de hoje que corajosamente se debruçam na busca de meios e maneiras de tornarem relevante sua escolha de transmitir conhecimentos, formando cidadãos não somente super capazes em suas especialidades, mas, cidadãos com autonomia de discernir e pensar um mundo melhor para se viver.

Todo núcleo artístico, grupo ou companhia constrói sua trajetória e se emaranha em questões, que somente com o passar dos anos entre muitas produções, idas e vindas, consegue vislumbrar, ter uma tênue idéia do que realmente fez e o que isso significou. O que se sabe mesmo é que não foi a novidade pela novidade na escolha de falar de ciência, mas foi ela, a curiosidade, a confluência de interesses entre os membros, a sintonia e as suas conectividades, impregnadas de urgência, que fizeram surgir (e perdurar) o Arte Ciência no Palco. Os desafios de criação e produção, a divisão de trabalho respeitando os limites individuais, característica do cooperativismo e traço marcante do teatro de grupo, à sua maneira vem sendo praticado e desenvolvido a cada momento do Arte Ciência no Palco. E não estamos sós. Durante esse tempo, experimentamos as humanidades de “mitos” feitos de carne, ossos e de delgadas aflições pessoais.
No teatro, atividade abençoada pelo risco, assim como na vida, abençoada pelas incertezas, escolhas devem ser feitas para somente muito mais tarde compreender suas consequências na trajetória das mudanças provocadas por desejos de desvendar o desconhecido que o Teatro evoca.
“O que sabemos é uma gota, o que não sabemos é um oceano.”
Isaac Newton

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